- A única coisa da qual sinto-me na obrigação de aconselhá-la é que eu estou indo na busca por aquilo que desejo - olhei diretamente no fundo de seus olhos castanhos - e você deveria fazer o mesmo. Seu sonho sempre foi fazer teatro, então de que adianta concluir a faculdade de direito inteiramente por vontade de seus pais? - agarrei-lhe as mãos - lembre-se que nunca é tarde para mudarmos nosso caminho. Quem sabe se dramatizando você sentirá menos a minha falta?sábado, 16 de outubro de 2010
Conversa de amigo
- A única coisa da qual sinto-me na obrigação de aconselhá-la é que eu estou indo na busca por aquilo que desejo - olhei diretamente no fundo de seus olhos castanhos - e você deveria fazer o mesmo. Seu sonho sempre foi fazer teatro, então de que adianta concluir a faculdade de direito inteiramente por vontade de seus pais? - agarrei-lhe as mãos - lembre-se que nunca é tarde para mudarmos nosso caminho. Quem sabe se dramatizando você sentirá menos a minha falta?sábado, 9 de outubro de 2010
A nota
Ventava muito, o jornalista mais uma vez acordou para fechar a janela do quarto e barrar todo aquele frio. Mais alguns goles de café forte e sem açúcar. Como era dia de Finados não foi à redação e sentou no sofá cinza da casa sem muito requinte onde morava sozinho. Pegou o jornal do dia para ver as notícias, e mais, para ver o texto feito por ele no dia anterior.sábado, 2 de outubro de 2010
Observação intervalar
Estou em intervalo de aula e resolvi permanecer em sala, até a chegada do professor. Tem um grupo de amigas sentadas, bem à minha frente, que conversam e riem sobre seus problemas familiares. Camila, fala de sua prima, que tem problemas de dicção e troca o “r” pelo “s”, dando alguns exemplos de situações e ri ao lembrar-se de tanta coisa que já presenciou. Camila é uma garota alegre e gosta de conversar, nasceu com uma doença que causou má formação de membros superiores e inferiores, causando-lhes dificuldades para andar e manusear objetos. Mesmo assim, ela parece superar esse problema com certa facilidade, mas me vem à mente o quanto foi difícil para ela se acostumar com a idéia de ser “diferente”, como ela se adaptou às situações. Não deve ter sido nada fácil nem engraçado quanto à conversa que ela tem com as amigas.
Em outro canto da sala, Raquel, Felipe e Luciana discutem sobre o preconceito que Raquel está enfrentando por ser lésbica. Ela diz que está difícil aguentar a rejeição das pessoas, das quais ela achava que mais teria apoio, como amigos e familiares. Os dois colegas tentam consolá-la com um: “calma, isso vai passar”, e ela firmemente pergunta “quando?”. Está triste e afirma que as pessoas não entendem e não estão preparadas para aceitar a felicidade dos outros, como eles são. Os amigos concordam e tentam erguer sua autoestima, com brincadeiras e lembranças de acontecimentos passados e engraçados. De certa forma, ela sente-se confortada por eles.
O grupo de amigas em minha frente continua empolgado na conversa. Agora, mais uma juntou-se a elas, foi Carol quem chegou e está falando sobre o professor de história que, frequentemente, sorteia brindes em suas aulas e ela nunca tem a sorte de ganhar nada, diz que seu “santo é fraco”. Já Manu, fala que sempre teve muita sorte e desde pequena ganha quase tudo que concorre. Isso foi um gancho para os assuntos da infância delas e a mesma Manu, tão cheia de sorte, começa, tristemente, a falar que sempre foi muito sozinha, nunca tinha ninguém para brincar, já que sua única companhia era seu irmão mais velho, que tinha muitos amigos e mal vivia em casa, e sua mãe que trabalhava praticamente o dia todo, além de controlar seus horários. Carol fala que até pode não ter tanta sorte com os brindes, mas é feliz com a infância que teve, gozando de certa liberdade e muitas amigas em sua casa para brincar. Começa a lembrar das várias brincadeiras de criança e isso faz Manu refletir sobre sua sorte: “será maior ou menor que a da minha amiga? Para que ganhei tantos brinquedos se nunca tinha ninguém para partilhar suas alegrias? É tudo muito complicado”, prefere não pensar muito nisso e mudar de assunto.
Felipe e Luciana, antes em um clima meio tenso, agora riem e escutam a amiga Raquel falar sobre sua paixão, sua felicidade e a sorte de estar namorando há 10 meses com a pessoa que ela mais ama e que tanto admira, que tanto lhe dar forças para enfrentar o que está passando. Os amigos sentem-se felizes por ela e a abraçam.
No grupo, Érica está em dúvida e enlouquecendo com a escolha da roupa que irá usar na festa de sua cunhada e diz estar desesperada, pois não consegue achar um sapato que combine com seu vestido e já não sabe mais o que fazer. As amigas tentam ajudá-la, dando-lhes sugestões, mas ela não se conforma com nenhuma e verifica que, além de estar em dúvida com a escolha do sapato, nem sabe mais se realmente irá usar aquele vestido que planejava. Cessam-se as conversas. O professor chegou e hoje não tem sorteio, é chocolate para todo mundo da sala.
Afinal, quem tem mais sorte? Quem enfrenta o maior drama? Quem é mais feliz? Realmente tem dias que a paisagem de fora parece ser melhor. Num mundo onde tantos prezam falar para se expressar, há aqueles que observam para aprender e entender, imaginando a vida de quem passa sem pretensão de saber a “verdade”. Quem observa o outro, acaba aprendendo muito de si.
domingo, 26 de setembro de 2010
Favor de político
Dona Cláudia acordou alvoroçada. Hoje era o último dia para retirar a segunda via do seu título de eleitor que havia perdido há uns três ou sete meses – tinha a lembrança “meia” fraca, como ela mesma costumava dizer – não se lembra nem ao certo como foi que perdeu, muito menos onde foi parar o tal do documento.
A fila era enorme, mas para quem já está acostumada a esperar na fila do posto de saúde para consultar o caçula com o pediatra; na do sopão em frente ao centro espírita que toda sexta-feira tem distribuição de janta; e para receber os medicamentos da mãe que tem diabetes – isso quando há os remédios - é besteira.
O que seria de Dona Cláudia não fosse o candidato a deputado que se disponibilizou prontamente a buscar o comprovante da senhora na casa dela? Só assim conseguiu sua segunda via do documento. Aliviada, viu o homem estender-lhe a mão, achou que seria um cumprimento, quando notou um papel pequeno que ele segurava. Entregou-lhe. Agora já tinha em quem votar no dia 3 de Outubro para deputado estadual.quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Enquanto isso, no restaurante...
Estômago: - Cara, manera aê com o que vai comer. Essa semana foi foda. Manda uns vegetais pra dentro, porque as coisas no intestino estão feias.terça-feira, 7 de setembro de 2010
#RT
Login, senha. Pronto. Já estava conectado aos mais de 500 followers no twitter. O dia parecia tão tedioso que nada lhe chamava atenção. Ainda ressentido pelo fim de seu último relacionamento, o internauta já havia decidido partir para outra. Mas, cadê a outra?
O internauta já nem lembrava mais do seu relacionamento virtual passado. Amor de 11 dias e 512Mb da memória RAM. Até durou muito, é o que dizem a maioria que convergem na ideia de que amor de Internet foi criado para não durar.
Passaram o resto do dia em love. Mesmo de madrugada, o amor não os deixava ficar offline ou sequer desligar o PC. Foram 18 horas de amor através da tela de LCD preta 17’’. Será que havia encontrado o amor da sua vida? Será que superaria os 11 dias de seu namoro mais duradouro? Perguntas como essa embalavam o nervosismo que o fazia ficar de pernas bambas ao teclar com a namorada.segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Afetividade contemporânea: um olhar sobre os relacionamentos familiares e amorosos


A configuração familiar, com o clássico modelo homem e mulher que se casam, tem filhos e ficam juntos até que a morte os separe, vem modificando-se no decorrer dos tempos com o surgimento das novas formas de agrupamento familiar, onde se tornam cada vez mais frequentes os divórcios, recasamentos, mães solteiras, reprodução independente e as uniões homossexuais. A figura do homem como chefe de família, responsável pelo sustento financeiro, e a da mulher como educadora dos filhos e organizadora do lar vem sendo reconfigurada e as funções estão mais compartilhadas.
Somado a todas essas mudanças, as características sociais como o consumismo, a busca da felicidade imediata e o individualismo vêm transformando, de forma radical, as relações afetivas não só entre pais e filhos como também entre quaisquer indivíduos da sociedade contemporânea. Hoje, é comum encontrar pessoas com seus fones de ouvido, notebooks, celulares etc., exercendo uma relação que até pouco tempo atrás era tida como uma forma alternativa de manter comunicação entre os indivíduos e que agora se tornou primordial.
O surgimento da internet e de novos meios de comunicação, ao mesmo tempo em que facilitou a vida de muita gente, também foi o responsável pelas novas formas de relacionamentos: as pessoas estão mais isoladas em um “mundo particular” e compartilham suas emoções por meios virtuais. As pessoas não conhecem bem umas as outras mesmo sendo, muitas vezes, tão próximas, e os relacionamentos estão mais efêmeros e supérfluos.
No contexto familiar, o filho passa a ocupar o papel de aluno, uma vez que os pais destacam, exageradamente, a vida escolar das crianças como um elemento mediador de suas relações, e os pais tornaram-se meros financiadores, pois os filhos os enxergam apenas como os responsáveis pelo seu sustento.
A convivência com os outros, a construção das virtudes e da moral familiar, a transmissão de ensinamentos, histórias, princípios e tradições vêm perdendo terreno, o que, segundo alguns estudiosos, trata-se do declínio das relações sociais. O desafio que nos resta, em um momento de transição e crise que estamos passando, é refletir a respeito destes fenômenos e buscar novas maneiras de encarar antigas tradições.
Por: André Araújo
sábado, 28 de agosto de 2010
Parascavedecatriafobia
Também chamada de frigatriscaidecafobia, essa palavra de 23 letras se refere ao pavor das pessoas pela sexta-feira 13. A superstição é, na verdade, uma combinação de dois medos separados: o medo do número 13, chamado triskaidekafobia, e o medo de sextas-feiras. segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
De volta

E algo importa?
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Soletrando para acabar com a obesidade
sábado, 3 de outubro de 2009
O Elogio

Paty perguntou para onde a mulher estava indo. Foi respondida com um simples “nem sei, para onde Deus quiser me levar”. Paty só tinha seu emprego, nada mais lhe prendia àquele lugar, emprego que já estava prestes a perder. Disse para si mesma que voltaria para os tios, e de lá poria em prática todos os planos que havia feito durante a faculdade: do intercâmbio à publicação de um livro. Sentiu a senhora soltar seu braço e dar-lhe um tapinha encorajador no ombro. Paty correu em direção ao seu carro usado e recentemente adquirido o qual se encontrava uns sete metros mais adiante. Jogou tudo o que trazia nas mãos em cima do banco traseiro, baixou o vidro do motorista e acenou para a velha que a essa altura já nem mais se encontrava naquele local.terça-feira, 29 de setembro de 2009
O salto para a vida
Léa Bleiman, Alicja Zofia Nuzsy ou mesmo Léa Mamber tem sua história real contada pela escritora Célia Valente em “O salto para a vida” (editora FTD, 133 páginas, 1998). Os três nomes, apesar de diferentes, tratam da mesma pessoa: uma mulher batalhadora e apaixonada não só pela vida, mas também por viver.terça-feira, 22 de setembro de 2009
Übermodel e embaixadora
Foi numa cerimônia em Washington Square Park - Nova York - que a übermodel Gisele Bündchen se tornou, novamente, foco dos muitos holofotes da mídia. Dessa vez não foi por conta da gravidez já tão comentada de Gisele com o marido Tom Brady - filho que, por sinal, já tem até nome: Gabriel - mas sim pela sua nomeação como embaixadora da boa vontade pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês). A entrega do título pelas mãos do diretor executivo do Unep, Achim Steinero, correu no último domingo (20).
Como defensora do meio ambiente, a modelo internacional mais famosa disse: “O meio-ambiente sempre foi minha paixão. Cresci numa cidade pequena [Horizontina - RS] e tive a oportunidade de viver cercada pela natureza. Precisamos agir agora para que as gerações futuras tenham a mesma oportunidade. A Mãe Terra é o nosso sistema fundamental de vida e se nos tornarmos conscientes e responsáveis agora, podemos ajudar a preservar o planeta”.
Para aqueles que acham que celebridades em favor do meio ambiente é só uma questão de moda, com a über Gisele é bem diferente. Ela possui várias iniciativas pessoais: o reflorestamento da vegetação ribeira na região onde Gisele nasceu; a criação de um desenho animado na internet que apresenta Gisele como uma heroína do meio-ambiente; participação como membro da Aliança Floresta Tropical; criação de um site para ajudar na conscientização das pessoas ante as questões ambientais do planeta; e o apoio financeiro em projetos como o Ikatu Xingu, Nascentes do Brasil, De Olho nos Mananciais e Florestas do Futuro.
sábado, 12 de setembro de 2009
Às pessoas altas
Num estudo feito pela Universidade de Princeton, em Nova Jersey e que foi publicado na revista Economics and Human Biology, as pessoas mais altas são mais bem sucedidas naquilo que fazem, desde um maior otimismo nas atividades cotidianas até a avaliação do estilo de vida num campo geral.




